Maior ídolo do Flamengo, Zico acerta falta no Programa do Porchat

12/10/2017
Foto: Reprodução

UOL ESPORTE VÊ TV: Conhecido pela eficiência nas cobranças de faltas em seu tempo de jogador, o craque Zico foi convidado para o Programa do Porchat e demonstrou que, mesmo depois de tanto tempo após parar de jogar, ainda mantém a mesma precisão. Sobrou para o humorista da atração, Paulo Vieira, que acabou levando uma bolada em suas partes baixas durante uma brincadeira do talk show da TV Record.

O chute certeiro ocorreu já na primeira tentativa, para alegria da plateia e dos integrantes do programa. 

“Só quero dizer que pra mim foi uma honra”, disse o humorista, alvo da cobrança de falta de Zico, que o avisou:
“Ó, teve um goleiro que tomou um gol meu e falou que foi uma honra, aí pararam com a carreira dele.”


Já na parte de entrevista, exibida pela emissora nas primeiras horas desta quinta-feira (12), o Galinho respondeu inicialmente a Porchat, que é vascaíno, sobre porque é respeitado e querido até mesmo por torcedores rivais do Flamengo, seu clube de coração e pelo qual conquistou diversos títulos.
“Tudo é uma questão de postura, comportamento. Nunca fui de desafiar ou provocar torcida. Acho que isso não era e não é a melhor maneira de promover um jogo. Tem que promover com um belo espetáculo dentro de campo, e foi isso que sempre procurei fazer na minha carreira inteira. Fico feliz de ter participado de uma época que botava 150 mil, 160 mil pessoas no Maracanã, 120 mil, os grandes clássicos, sem precisar falar besteira antes ou provocar A ou B”, disse.
Zico também falou da emoção de ter jogado em estádios lotados, especialmente no Maracanã.
“A gente ouve tudo e é emocionante, a gente se arrepia. Cada jogo, cada gol é uma história diferente. Até para entrar em campo, quando a gente está no vestiário e a torcida começa, a gente já sabe: ‘Hoje está lotado’. Tive o privilégio de jogar cinco dos maiores públicos da história do Maracanã.”
Mas também compartilhou um sofrimento dos tempos de jogador: a ausência em eventos familiares.
“Uma das tristezas, traumas que eu tenho é com os meus filhos em relação a isso, porque Dia dos Pais, festa na escola sempre ia meu sogro, porque eu sempre estava concentrado, viajando.”
Zico ainda falou sobre dinheiro e, embora não tenha jogado em uma época de super salários para grandes craques, como é a atual, não reclamou. Ao contrário, acha que foi bem remunerado.
“Não me arrependo dos contratos que eu fiz. Eu ganhei bem no período que estava jogando, em que era possível estar no Brasil. Tinha uma ótima condição e construí a minha vida com o que ganhava no Brasil e com o que veio depois (no exterior) foi o (ganho) a mais. Posso dizer que ganhei bem quando fui para o Japão. Aí, sim, fui muito bem remunerado lá e pude ter aquele algo mais na minha vida.”
Sobre cobradores de faltas, Porchat questionou Zico sobre quem são os cinco maiores cobradores que viu no futebol:
“Nelinho, Rivellino, Eder, Marcelinho Carioca e Juninho Pernambucano”, respondeu.