As escolhas do Flamengo

12/10/2017
Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR FERREIRA: O fim das eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia devolve as atenções para a retal final do Brasileiro, que já recomeça com dois cariocas em campo.

Botafogo e Vasco têm missões distintas nos jogos de logo mais contra Chapecoense e Avaí, respectivamente: um joga por vaga no G-4, e o outro disfarça seu suposto interesse em estar entre os dez primeiros da competição quando na verdade sabe que a meta real é não terminar o ano no Z-4.
A uni-los, apenas o desconforto de um calendário mal feito.
PORQUE, apostem, não tardarão as reclamações para o fato de os clubes agora terem de disputar as quatro próximas rodadas em dez dias.
Onze para alguns, como o próprio Vasco, por exemplo.
Um jogo a cada três dias, martírio que, nos casos de Flamengo, Fluminense, Sport e Grêmio se arrastará até o dia 19 de novembro por contas dos jogos da Sul-Americana e Libertadores.
Estes quatro clubes jogarão quarta e domingo até a antepenúltima rodada.
Quer dizer: se não chegarem às fases seguintes dessas competições.
É SIMPLESMENTE um absurdo que os clubes submetam seus jogadores a um calendário tão desumano.
Nos casos de Sport e Fluminense, por exemplo, clubes que lutam para não serem rebaixados, a análise cresce em dramaticidade.
Imagino a dúvida cruel de ter que escolher entre abrir mão de título sul-americano, que vale vaga na Libertadores do ano seguinte, ou defender a honra na Série A?
É tentador o desejo de jogar com a força máxima nas duas frentes, ainda que sob risco do fiasco total…
AS ESCOLHAS de Flamengo e de Grêmio são menos trágicas, mais ainda assim de difícil opção.
Renato Gaúcho, por exemplo, abriu a semana procurando por aqueles que o criticavam por ele ter poupado titulares em alguns jogos.
“Agora que perdemos o Luan (com lesão muscular), não aparece ninguém para dizer que o treinador estava certo em deixar o jogador de fora nesta ou naquela partida”, desabafou, lamentando perder o melhor do time, justo na reta final.
QUE REINALDO RUEDA e os profissionais do departamento de fisiologia do Flamengo saibam bem interpretar os sinais o jogo-a-jogo oferecerá ao clube.
Porque o Fla-Flu de amanhã abre uma série das mais difíceis para o clube em 2017.
Não será fácil, acreditem, terminar o ano em paz com a torcida e com a consciência…

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